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Moradores temem quedas de árvores sobre suas casas no bairro Jardim Hantschel, em Rio Negrinho; Defesa Civil explica sobre os casos onde deve ser acionada

      [caption id="attachment_41944" align="alignnone" width="169"] Fotos: Divulgação[/caption] RIO NEGRINHO. Moradora da Avenida José Hantschel, no bairro Jardim Hantschel, Maria das Graças Camilo, pode dizer literalmente que o perigo está ao lado, ou neste caso em frente. Isso porque ela teme que as árvores plantadas bem próximas a sua casa, possam cair e causar danos, não só materiais, mas principalmente a vida dela e de vizinhos. Segundo a moradora, as árvores foram plantadas há cerca de 12 ou 13 anos em frente a sua casa e frequentemente, com a altura que adquiriram, aliado aos ventos constantes, se tornaram um risco eminente de uma tragédia. “Com o vento constante vem caindo árvores em cima da casa a toda hora. Faz duas semanas que quebraram mais duas árvores e essas não foram nem pelo vento, mas sim porque tinham brocas”, relata Maria. A moradora ainda afirma já ter buscado o apoio da Defesa Civil, mas sem sucesso. “A gente ligou mas ainda não teve uma resposta”, reclama. Ela diz ainda que o genro esteve pessoalmente na prefeitura solicitando uma ação que pudesse resolver o problema. “O bombeiro veio aqui e falaram com a Defesa Civil que iriam ver a situação, mas ainda nada”, diz Maria. “Agora tem outra árvore bem na frente da porta da minha casa, que já está até inclinada e pode cair a qualquer momento”, teme. Prejuízos em 2020 Maria conta que em junho do ano passado, devido ao vento, árvores caíram sobre o telhado de sua casa e também no sobrado ao lado. “Tanto aqui como lá tivemos prejuízos. Em nossa casa tivemos que trocar parte do telhado e os vidros de uma janela, cuja parede foi atingida. Na vizinha também foi preciso trocar parte do telhado”, comenta. Defesa Civil alerta sobre cortes de árvores Procurado pela reportagem do Nossas Notícias, o coordenador da Defesa Civil do município, Claudinei Liebl, frisou que em busca ao sistema de protocolo da prefeitura não há registro da ocorrência da família de dona Maria. Ele explica que muitos munícipes tem procurado a Prefeitura solicitando o corte de algumas espécies, sem conhecer o procedimento correto. Para qualquer solicitação é necessário fazer o registro no setor de protocolos. Segundo o coordenador é preciso seguir uma série de regramentos para cada caso. “Se for árvore nativa, que não pode ser cortada, precisa solicitar uma vistoria. Tipo a araucária, imbuia, ipê”, diz. Ainda de acordo com Liebl, o munícipe deve solicitar o laudo de vistoria, que possui custo de uma pequena taxa, para verificação do caso. “A Defesa Civil não faz corte de árvores, salvo em órgãos públicos, vias públicas e em caso de emergência, onde a árvore já caiu”, ressalta Liebl. Após realizado o pedido de vistoria, será emitido um laudo informando se a árvore possui risco eminente ou potencial. “Eminente é quando ela está com a raiz exposta, está seca, com risco de queda. Nesses casos nós cortamos. Potencial é que pode acontecer uma queda em virtude de um vendaval, por exemplo. Nesse caso a pessoa recebe o laudo e precisa entrar com a solicitação no órgão competente”, explica o coordenador da Defesa Civil. Poda autorizada Conforme Claudinei, o desbaste e a poda podem ser realizados desde que não comprometam a estrutura da árvore. “A Defesa Civil atua em via pública, via auxiliar, ou órgão do governo, como escolas. Em propriedade particular é responsabilidade do morador. Outra coisa, tem uma árvore na rede elétrica. A Defesa Civil não corta, é preciso ligar no 0800 da Celesc e acionar eles”, esclarece. Promoções  ]]>

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