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"Antes da cirurgia plástica, eu não sentia tanta vergonha do meu corpo como sinto hoje", desabafa jovem à reportagem do Nossas Notícias

REGIÃO. G.T.R. tem 24 anos, mora em Jaraguá do Sul (SC) e trabalha em uma loja online. Sua história chegou até nós através de uma profissional de saúde bastante reconhecida, que conhecemos em comum e que atua em Rio Negrinho, Mafra, São Bento do Sul e outros municípios. “Katia, quero te contar ‘por cima’ a história de uma amiga que passou por uma experiência desastrosa em cirurgia plástica e saber se você poderia conversar com ela para fazer uma matéria, com o objetivo de alertar e  conscientizar as mulheres sobre a importância de escolher muito bem um profissional principalmente na hora de fazer uma cirurgia como essa”, falou.  As primeiras fotos que recebi e um resumo da história não deixaram nenhuma dúvida de que a situação era séria e de que o alerta é importantíssimo. Isso porque se  trata, sim, da importância de uma avaliação muito minuciosa antes de qualquer procedimento estético. Mas se trata também de auto-estima e de como as mulheres, de forma geral, devem rever alguns conceitos de beleza e auto-aceitação. Afinal, se cuidar, estar bonita, é importante. Mas tão importante quanto isso é refletir sobre os excessos em busca da (falsa) perfeição apresentada nas revistas, internet, televisão, filmes e outros veículos de comunicação. E vamos à história de G.T.R. Antes da cirurgia plástica Ela contou que num primeiro momento queria corrigir as mamas e passou por uma mastopesia (levantamento de mamas). O procedimento foi realizado por um cirurgião plástico que encontrou através de pesquisas nas redes sociais. O profissional escolhido tem mais de 10 mil seguidores, segundo G.T.R. “Ele posta coisas assim, perfeitas, sabe. Que ele consegue chegar a qualquer resultado. Ele foi atencioso, a cirurgia foi paga à vista (R$ 13 mil) e não tive nenhum problema”. Mas G.T.R. falou que também tinha  um pouco de flacidez no abdômen. Buscando uma “barriguinha perfeita”, alinhou com o médico mais uma cirurgia plástica, cujo orçamento final foi de R$ 34 mil. “Minha intenção era fazer uma mini abdominoplastia mas fui convencida que precisava de abdominoplastia total, prótese e ainda lipo, para ter o corpo escultural”.  O procedimento foi realizado em 2019. “Do Centro Cirúrgico já saí com uma lesão ( foto acima )”, contou.  “Essa lesão me fez ir para a terapia a vácuo, pois a área necrosou (foto acima )”. “Terminei com o abdômen aberto porque foi tirada pele em excesso, não sobrou pele para fechar a ferida”.  G.T.R. relatou que depois dessa quarta cirurgia ficou cerca de 60 dias em recuperação, extremamente debilitada, sem conseguir se alimentar. “Os remédios, por muito tempo me causavam náuseas. Não conseguia comer nada sem ter enjôo”.  Depois da cirurgia plástica Os danos sofridos pela jovem, vão além dos físicos e estéticos ( que por si só já são bem graves ). “Hoje me sinto extremamente culpada. Cada vez que me olho no espelho vivo todos aqueles dias de terror. Não há um só dia que eu não pense no que passei. Antes eu não sentia tanta vergonha do meu corpo como sinto hoje. Tenho cicatrizes enormes, sinto dores no abdômen constantemente”. Depois de perceber que a situação se agravava, G.T.R. relatou que procurou outros médicos, para ver se conseguiria reverter o quadro. “As orientações que recebi são de que a cicatriz só poderá ser melhorada com uma nova cirurgia. Mas antes vou precisar fazer vários exames para saber o quanto os vasos sanguíneos foram comprometidos. De acordo com os médicos,  esse problema se deu porque minha circulação parou com a lesão causada na cirurgia.  Só que no momento eu não quero mexer no meu corpo. Tenho medo de passar por tudo de novo, porque pra mim ainda é recente”. Denúncia e processo  Depois de perceber que o médico não ia resolver a situação e de a ter abandonado, G.T.R. disse que ficou com medo. “Ele falou que tinha um monte de advogados, tipo, me ameaçando. Eu demorei a entrar com o processo por isso. Mas tomei coragem e além do processo por danos estéticos também o denunciei para o Conselho Federal de Medicina recentemente”.  “O que eu posso dizer às mulheres” A jovem destacou que seu objetivo em divulgar a situação é estimular outras mulheres a se manifestar e a levar alguns fatores em consideração. “Tenho conhecimento de vários casos. Muitas pacientes são intimidadas e acabam não denunciando. Também peço que cada mulher reflita antes de passar por um procedimento que hoje está banal. Uma simples cirurgia pode dar algum problema e colocar a sua vida em risco. Eu eu não esperava que acontecesse comigo, mas aconteceu. Eu não estava preparada para isso … hoje tento me recuperar e seguir em frente o mas cada dia é uma luta”. Promoções      ]]>

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