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Empresário de São Bento do Sul desabafa em vídeo com quase 10 mil visualizações no Instagram: "peço que revejam o limite de horário de atendimento de bares e restaurantes"; prefeitura informou que assunto está em discussão na reunião do Comitê de Crise na manhã de hoje

SÃO BENTO DO SUL. O empresário Edivandro Camilo, sócio proprietário da Treffen Choperia, fez um desabafo em um vídeo que já tem quase 10 mil visualizações no Instagram da empresa    ( clique aqui para conferir ). Na publicação, ele marcou o portal Nossas Notícias e outros veículos de comunicação, além de clientes, amigos e autoridades. Edivandro questionou o decreto da prefeitura, que determina o horário máximo de funcionamento de bares e restaurantes até às 22h, com tolerância de 15 minutos de permanência para o cliente que já estiver no estabelecimento.  Ele lembrou que o último decreto do governo do estado permite que bares e restaurantes trabalhem até às 23h com portas abertas, com uma hora de tolerância para encerrar totalmente o trabalho. Porém, o empresário  também destacou que até há cerca de 15 dias, antes de sua última atualização, o decreto de São Bento do Sul permitia que esses estabelecimentos funcionassem até às 23h, com mais 30 minutos de tolerância de permanência para clientes que já estivessem nesses locais. E a redução da permissão de horário de funcionamento, conforme desabafou, só veio a prejudicar o setor. “Hoje esse horário que estamos fazendo é um horário sem condições. Eu não consigo trabalhar nem duas horas, porque o cliente vem por volta das 20h e às 21h30 tenho que parar o atendimento por que às 22 h tenho que estar com o estabelecimento fechado”. Ele falou que alguns comércios de diferentes setores estão atendendo até às 22 h e há outros  atendendo até às 23 h.  “Eu queria entender porque nós, de bares e restaurantes, devemos trabalhar com horário reduzido se todos os outros trabalham com horários estendidos. O vírus esta só aqui ? A música ao vivo também tiraram. É o músico que trás o vírus ? O músico é o que menos tem contato com o meu cliente, porém a música ao vivo é um atrativo para que meu cliente permaneça mais tempo aqui, para que meu cliente gaste aqui na cidade”. Edivandro contou que o faturamento da sua empresa em toda a última semana foi pior do que um dia ruim de trabalho. “Como que vou me manter ? Como vou manter funcionários, pagar 13°? Eu consegui pagar o décimo só para alguns funcionários até agora. Eu tinha 20 funcionários, hoje trabalho só com 8. Depois desse decreto mais uns 5 ou 6 vão ser desligados por que não consigo manter eles, eu não consigo me manter”. O empresário relatou que fotografou fila na rodovia, onde motoristas aguardavam vagas de estacionamento para fazer compras de Natal no fim de semana e citou que lojas de conveniência estão liberadas para atender até às 5 da manhã. “Todo mundo sabe que ninguém vai para casa depois das 22h. O pessoal vai para as conveniências. Vai para as chácaras, para estabelecimentos privados cujos donos estão lucrando com a realização de festas clandestinas. Quer dizer então que nesses locais não tem vírus? É só no bar?”. Edivandro citou que em cidades vizinhas de São Bento do Sul,  a música ao vivo está liberada e bares e restaurantes podem atender em horário estendido, no mesmo horário que o governo do estado liberou. “Toda a economia que podia estar girando para mim, dentro da minha cidade, é levada pra fora. O pessoal pega o vírus fora, espalha o vírus, superlota o nosso hospital. A gente está em dezembro, o mês mais esperado pelos comerciantes. A gente sabe da  pandemia, que já vem aí durante um ano e que nós achamos que seria passageiro, mas não foi. Mas eu acho que não tem nada a ver bar e restaurante ter horário de atendimento restringido enquanto todo o comércio está trabalhando com horários estendidos, cheio de gente transbordando pela porta. Se a gente segue todas as regras de distanciamento e outros, o que tem a ver o músico lá no palco ? Por que quando fazem decreto a primeira coisa é parar o músico ?”. Edivandro destacou que os proprietários de bares e restaurantes estão pagando uma conta que não é só do setor e pediu que na reunião do Comitê de Crise COVID 19 desta semana, o limite de horário para esses estabelecimentos seja revisto. ” A gente precisa trabalhar, a gente só quer trabalhar. Peço a vocês que permitam que a gente trabalhe, pelo menos, no horário que o governo do estado liberou. A gente sabe da doença, mas a gente também precisa levar o pão para casa, nosso pão de cada dia é dali, do nosso trabalho, do nosso estabelecimento. Liberem a música ao vivo para que a gente possa ter um pouco de alegria nesses poucos momentos de lazer que a gente tem. Para que o pessoal possa cantar, esquecer um pouquinho dos  problemas. A gente já vem de um ano em que a depressão acho que matou muito mais do que o coronavírus. Eu, como vários outros donos de vários restaurantes, estamos implorando pra que vocês revejam essa situação”. O empresário frisou que só tem a elogiar o trabalho de todos os órgãos fiscalizadores da região, que são muito solícitos e que em todas as vezes que estiveram em seu estabelecimento, lhe explicaram bem sobre como deveria proceder com as medidas de prevenção ao COVID 19. O que diz a Prefeitura Nossa reportagem entrou em contato com a prefeitura na manhã de hoje (08) e o responsável pelo setor de imprensa, Adrian Kobs, informou que o assunto será discutido na reunião Comitê de Crise, marcada para às 10h de hoje. Kobs informou que na sequência, serão divulgadas essa e outras decisões que possam ser tomadas durante o encontro. Promoções  ]]>

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