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Automedicação pode prejudicar identificação de doenças; especialista explica

E quem não tem aquela caixa de sapatos cheia de medicação em casa? Uma espécie de farmácia particular em casa.Medicações e vitaminas para eventuais dores de cabeça, cólicas, resfriados, e aí por diante. Essa prática de automedicação é um risco quando se torna algo comum na vida de um indivíduo. O autotratamento pode prejudicar na identificação de algumas doenças, pois existem sintomas que podem ser indicativos de casos sérios, mas, com a possibilidade das pessoas se tratarem sozinhas, a tendência é que algumas doenças deixem de ser identificadas de imediato, por que as medicações tomadas ao acaso podem “maquiar” os sintomas. As pessoas tendem a ignorar os sintomas por que podem ser remediados a qualquer momento por si próprias. Justamente por isso, que algumas medicações passaram a ser comercializadas apenas com receita. Para que pudesse haver controle sobre essa questão de automedicação. É comum e fácil a compra de medicações para dor de cabeça e resfriado por exemplo. Mas, o que as pessoas não fazem na maioria das vezes é ler a bula.São poucos que adquirem uma medicação, leem e consideram o conteúdo da bula atentamente. Algumas medicações para resfriado podem causar lesões no fígado  Algumas medicações indicadas para resfriado, levam uma composição parecida e em alguns casos, um dos compostos, possui um nível a ser considerado hepatotóxico, ou seja, pode causar lesões no fígado, acarretando até mesmo em uma cirrose medicamentosa. Imagine se a dor que o indivíduo está sentindo poderia ser sintoma de algum problema de fígado, e ele resolve tomar uma medicação para aliviar a dor, esta medicação por sua vez, pode ter um composto que sobrecarrega o fígado! São nesses casos que podem surgir complicações sérias. Tomou antibiótico achando que era remédio para dor Outro dia, conversando com uma médica plantonista, enquanto ela analisava os resultados dos exames, ela comentou que o paciente dela estava com dores no peito, com suspeita de infarto, e que havia tomado medicações por conta. Mal sabia ele, que o que ele tinha tomado era antibiótico (que serve para matar bactérias) pensando ter tomado algo para dor. Então, de nada tinha adiantado, apenas tinha tomado uma droga. As pessoas desconsideram o fato de que a medicação é uma droga. Ela deve ser administrada com cuidado e indicação de profissionais capacitados. A automedicação pode se tornar um hábito, logo, esse hábito por sua vez diário, pode ainda se tornar uma dependência, então se as medicações são consideradas drogas, temos o caso de uma dependência química. As medicações são classificadas para situações distintas, existe medicação para dor, para enjôo, para tontura, para fungos, bactérias, etc. Para que sejam utilizadas de forma correta, precisam ser considerados sintomas e a história clínica. Cada medicação tem sua importância a ser considerada, e o antibiótico, depois dos remédios controlados, recebe importantes observações: é uma das medicações que só podem ser vendidas com receita médica. E o motivo é muito claro para nossa atualidade. Essa medicação foi criada para matar bactérias, nem todas as doenças são causadas por bactérias, não se deve tomar de qualquer forma, ou para qualquer coisa. São conhecidos antibióticos diversos, que tratam de forma mais abrangente ou específica, eles tem uma dosagem, forma correta e tempo correto a ser administrado. Havia um tempo atrás, em as pessoas compravam antibióticos por qualquer dor de garganta e tomavam como achavam que deveria ser. Acontece que as bactérias são seres espertíssimos e se a medicação que a pessoa toma não elimina a bactéria por completo, só faz com que a bactéria fique resistente contra aquele antibiótico, pois a bactéria acaba reconhecendo e se especializando contra a medicação. Nesse caso, nós mesmos estamos apresentando a medicação para as bactérias e nesse período de tratamentos equivocados, as bactérias se tornarão mais fortes, ao passo que atualmente se ouve falar de bactérias resistentes ou multirresistentes. São tipos de bactérias que precisam de antibióticos mais fortes e tratamentos de períodos mais longos, ou ainda, bactérias que não tem antibiótico para combater. Eis que isso se torna um desafio. Como destruí-las então? Por isso o motivo da necessidade de receita, para que as pessoas precisem visitar um médico para que a medicação correta seja de acordo com a necessidade. Exame de identificação bacteriana Na área de análises, a prática é apresentar um exame de identificação bacteriana, e outro exame somado a identificação, que testa quais medicações podem ser eficazes para a bactéria identificada. É o caso das infecções urinárias. Uma vez identificada a bactéria, é necessário testar qual antibiótico pode eliminar a bactéria, caso contrário, pode haver infecção por repetição, pois a bactéria permanece ali no trato urinário. Dores de garganta podem ser tratadas da mesma forma, identifica-se qual bactéria é a causadora e qual a medicação pode eliminar aquele organismo. A prática se chama cultura com antibiograma. Colocamos a bactéria em meios específicos e esperamos para ver qual bactéria cresce ali, após identificação por suas características, colocamos em um outro meio com vários disquinhos que tem antibiótico neles, e observamos onde a bactéria deixa de crescer. Nesse caso, quando ela deixa de crescer ao redor do disquinho, entendemos que aquela medicação consegue inibir o crescimento da bactéria, sendo eficaz no tratamento contra a própria bactéria. É muito importante essa prática para que possamos ter medições eficazes, caso contrário, podemos ter sérios desafios futuros contra a resistência das bactérias.]]>

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