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Família de rio-negrinhense curado de COVID-19 aguarda reencontro com ansiedade e gratidão

[caption id="attachment_24213" align="alignnone" width="300"] Verônica e Kamila, respectivamente esposa e filha de Luiz, receberam a reportagem do Nossas Notícias na manhã de hoje[/caption] RIO NEGRINHO. Há inúmeras teorias sobre o surgimento do COVID-19 e como essa pandemia literalmente bagunçou o mundo. Para alguns o surgimento da doença foi programado em laboratório por questões econômicas e políticas. Para outros, a doença nem existe. Para outros ainda tudo o que se fala dela não passa de exagero. E também há quem entenda que o COVID é apenas uma “gripinha”. Porém, para a família do motorista Luiz Antônio de Carvalho, de 58 anos, o COVID-19 significa a força da fé, a força da união, o poder da superação e a imensidão do amor de Deus. Não, eles não são pessoas alienadas ou fanatizadas. Mas falam com propriedade de uma experiência que por alguns momentos foi desesperadora e dolorosa mas que teve o final feliz. Afinal, depois de ser diagnosticado com COVID, ter sido internado em uma UTI, lá no Tocantins, tão longe de casa, Luiz foi curado da doença. Nesta segunda-feira (11), ele recebeu alta do Hospital Regional de Araguaína e a família aqui em Rio Negrinho, comemorou com muita alegria. Para falar sobre essa experiência nossa reportagem foi até a casa da família na manhã de hoje (12), onde conversou com Verônica da Silva Ebersbach Carvalho, esposa de Luiz e com sua filha, Kamila. O INÍCIO

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Elas contaram que Luiz, que estava na estrada, vinha se sentindo mal, apresentando febre, falta de apetite e diarréia. “Quando passou por Goiânia ele fez uma tomografia no hospital e o exame mostrou que ele tinha manchas no pulmão.  Daí o médico deu um medicamento e ele seguiu viagem”, contou. 23 DE ABRIL Porém, na sexta-feira, 23 de abril, quando chegou em Araguaína, a filha contou que ele relatou ter se sentido muito mal, a ponto de nem conseguir sair do caminhão. “Ele estava com um amigo, que também sentia os sintomas do COVID e foi esse amigo que convenceu meu pai a procurar atendimento hospitalar. Na verdade a ambulância veio, buscou os dois e na sexta mesmo meu pai já ficou internado e o amigo dele foi liberado para fazer tratamento em casa”. No sábado (24), Luiz ligou para a família em Rio Negrinho. “Ele já estava com o respiratório cateter e já estava desconfiado de que estava com essa doença mesmo, decerto já tinham alertado ele e ele não quis falar para nós. Eu já fiquei alarmada, olhei para a minha mãe e disse: ‘Meu Deus’!. Porque a gente vê tanta coisa na TV, eu trabalho em creche e estamos parados … É uma coisa muito séria o que a gente está vendo, então fiquei bastante preocupada mesmo”, desabafou Kamila. 25 DE ABRIL
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No domingo (25), elas já não conseguiram mais falar com Luiz e receberam notícias apenas de Luiz Ricardo, um dos irmãos de Kamila, que havia conseguido falar com o pai pelo telefone. “Ele disse que nosso pai estava falando baixinho já. Este meu irmão também é caminhoneiro (Robson, o outro irmão de Kamila, também exerce a mesma profissão) e estava indo sentido São Paulo (SP). Ele contou que o pai estava sendo entubado e transferido para a UTI. Nesse dia foi um desespero total para mim, mais meu do que da mãe até, porque a mãe conseguiu se conter”. 26 DE ABRIL A segunda-feira (26) foi também um dia doloroso para a família já que eles teceram relatos que fizeram questão de nem repetir. “Nem queremos lembrar do que ouvimos, pois foi muito triste. Daí em diante, aquela foi uma semana em que especialmente pedimos ainda mais orações. Desde que soubemos da doença do Luiz pedimos e graças a Deus, recebemos o apoio de muitas pessoas, de diferentes religiões, que fizeram muitas correntes de oração. Nós também oramos muito e temos certeza que foi a fé que nos deu força para passar por todos esses momentos”,  contaram. INÍCIO DE MAIO
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E foi na segunda semana, já no início de maio, que a ‘nuvem negra’ do COVID-19 começou a passar. “Foi aí que começaram a vir boas notícias, que a saturação dele estava regularizando, que ele estava reagindo aos medicamentos, … Na quinta-feira (07),  veio a boa notícia de que ele tinha saído da entubação e consequentemente da UTI. Três dias depois, no domingo (10),  do meu irmão relatou que ele estava nervoso, que achou que nós tínhamos abandonado ele …Acreditamos que é porque estava muito sensível, pois jamais faríamos isso. Até tentamos marcar uma videochamada mas não  deu certo”. 11 DE MAIO  E família e amigos continuaram unidos em uma grande e forte corrente de orações. “A  gente rezou muito, pediu muito para que ele ficasse bem e já na segunda (11) de manhã meu irmão ligou falando que ele estava para ganhar alta, o que veio a acontecer algumas horas depois”. “PORQUE FALAMOS ABERTAMENTE SOBRE ISSO” Mãe e filha destacaram que não tem nenhum receio de contar o que aconteceu e que compartilham a experiência para que as pessoas tenham consciência que o COVID-19 é real. “Meu pai não teve outra doença, foi COVID mesmo. Sempre foi difícil meu pai ficar doente, o máximo que pegou foi uma ‘gripinha’. Digo porque neste período todo, desde que se começou a falar do coronavírus, eu ligava pra ele e ele sempre estava de máscara. Até mostrava  o álcool gel que levava com ele. Queremos alertar as pessoas de que todos os cuidados são fundamentais. A gente sabe, é uma doença contagiosa e podemos pegar em qualquer lugar. Aqui em casa eu estou saindo só quando necessário e tomando todos os cuidados. Já disse para a mãe ficar em casa e ela fica, pois entende a necessidade do cuidado que o momento exige”. MOTORISTAS CARA A CARA COM A DOENÇA
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Para Kamila e Verônica, que tem marido e dois filho caminhoneiros, a realidade para os profissionais da área é bastante dura. “Infelizmente os motoristas estão dando de cara com a doença, viajando para lugares onde também há muitos casos como Belém, Guarulhos, São Paulo… Acreditamos que o Luiz possa ter sido contaminado pela doença em São Paulo porque é a linha que ele faz”. O QUE IMPORTA Porém, depois de tantos dias e noites de tensão, medos e  incertezas o que elas querem é olhar para a frente, agarrando a vida com ainda mais gratidão e alegria. “O que importa é que graças a Deus ele já está bem, ansioso, querendo voltar para casa logo. Ontem (11) falamos com ele, foi bem emocionante! Só temos a agradecer a Deus e a todas as pessoas que rezaram. Tudo isso foi um milagre de Deus, não temos dúvidas”. LUIZ JÁ HAVIA SIDO SALVO EM OUTRA SITUAÇÃO PERIGOSA NESTE ANO E falando em milagre, elas contaram que Luiz já havia sido salvo neste ano de outra situação bem dramática. ” Em fevereiro ele foi vítima de um assalto enquanto estava na estrada. Levaram ele para o meio do mato, deixaram ele na chuva. Talvez tenha sido aí que a imunidade dele tenha baixado. Ele nunca tinha passado por isso! A  paixão dele é viajar, sempre foi forte. Vive tomando chás naturais, toda vida foi assim”, contou a esposa. O QUE O COVID-19 ESTÁ MOSTRANDO
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Ela também disse que o COVID-19 está mostrando que a  doença não escolhe idade, dia, se o paciente é pobre ou rico ou qualquer outra diferença que muitas pessoas usam para classificar umas às outras como “melhores” e “piores”. “Para mim foi difícil. Eu aqui e meu marido lá longe… A gente fica imaginando coisas, claro! Ainda mais que meus outros dois filhos estão na estrada também. Mas graças a Deus tudo acabou bem! Coloquei todos os meus medos, a vida dele, a vida da nossa família, tudo nas mãos de Deus. É só Ele  quem sabe de tudo”. O REENCONTRO Kamila e Verônica contaram que a princípio Luiz deveria ficar mais alguns dias em Araguaína. Porém ele já adiantou que deseja estar de volta em casa na próxima semana. “Se tudo der certo, acreditamos que ele deva vir de avião até Curitiba ( PR) e lá a gente o receba. Será sem dúvida, um dos maiores e mais emocionantes momentos vividos pela nossa família. Só temos motivos para agradecer pelo dom da vida, que é algo que não tem preço, que ninguém pode comprar. Porque no final, estarmos vivos e em harmonia é o que importa”.
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