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Coronavírus: em Rio Negrinho, Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário também assina apelo para medidas que preservem a Saúde e a Economia no estado

RIO NEGRINHO. A presidente do Sindicato da Indústria da Construção e do Mobiliário (Sindicom), Andréa Pschisky Floriani, assinou nesta segunda-feira (30), em conjunto com Fernando Hilgenstieler, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul e Campo Alegre (Sindusmobil) e com Evandro Muller de Castro, presidente do Sindicato das Indústrias da Fiação e Tecelagem de São Bento do Sul, um documento direcionado ao presidente da FIESC (Federação Indústria de Santa Catarina), Mario Cezar de Aguiar. A ideia é que o documento, juntamente com manifestações de outras entidades da indústria catarinense que fazem parte da FIESC, seja utilizado para fortalecer o trabalho de representatividade da Federação juntamente com os órgãos governamentais. Na manifestação, as entidades destacam que estão cientes da necessidade de prevenção e combate ao coronavírus mas também pedem ações que minimizem os  danos econômicos aos setores que representam. “Por razões óbvias, não questionamos o valor da importância da saúde e respectiva prevenção ao COVID-19. O sagrado direito à vida vem sempre no primeiro plano e assim será. Porém, o clamor do setor econômico repousa na superficialidade das ações adotadas pelo Estado (aqui incluímos todas as esferas do Poder: a União, os Estados e os Municípios, dentro de suas competências administrativas)”. Os presidentes, que representam boa parte do empresariado da região, frisaram que sentem a  ausência de uma linha clara de posicionamento regulatório que vá além do isolamento do cidadão. “Ao que tudo indica, estamos à mercê do destino. Mas, não nos furtaremos de tecer a seguinte afirmação: somos protagonistas, empresas e colaboradores, juntos montamos e moldamos a sociedade, peça por peça.E, não nos enganemos, a saúde sempre será primeira. Isso se materializa em nosso setor, por exemplo, nas normas de segurança e saúde do trabalho. As indústrias realizam investimento maciço para cumpri-las, submetem-se à rígida fiscalização do setor público, fazem dispêndio de tempo para treinamento de seus colaboradores. Tudo visando a saúde”, reiteraram. Para os empresários, esse conjunto de medidas contribui para a plena saúde das pessoas. Eles todavia lembraram que existem inúmeras soluções para um determinado problema. “Não estamos aqui negando a existência de uma pandemia e sua gravidade, mas o isolamento por si só não se nos afigura como medida mais eficaz para atravessarmos esses tempos turbulentos. Isso porque o  isolamento não veio acompanhado de medidas capazes de preservar outra vida importante, a das empresas”. Eles também declararam se sentirem à deriva. “E para piorar, com os encargos fiscais, trabalhistas e civis, todos com vencimento certo.Reafirmamos: o isolamento é necessário, mas deve seguir acompanhado de medidas efetivas que não encaminhem o setor industrial à ruína.Se é certo que nada tem um caráter absoluto, também podemos entender que o problema merece mais de uma solução, além da apresentada”. Desta forma, salientaram que entendem que prolongar o isolamento até o sistema de saúde preparar-se para receber as pessoas que vierem a contrair o COVID-19 é medida salutar, mas deve vir acompanhada, efetivamente, de outras ações. “Uma delas é a suspensão da exigibilidade de todos os tributos federais e estaduais até quando perdurar o efeito econômico do isolamento. Afinal, com todo respeito ao setor público, mas nós é que arcamos com a pesada carga tributária. Como iremos, inclusive, cumprir com os tributos se não gerarmos receita? Também é importante a edição de normas de medicina e segurança do trabalho que permitam as empresas funcionar sem colocar o colaborador em risco de contágio. Estamos diante de uma doença cuja forma de contágio é conhecida, evitemo-la, pois. Portanto, nosso empenho é levar aos nossos representantes, eleitos democraticamente, um apelo responsável, que – obviamente – respeita a vida das pessoas, mas que não deseja sucumbir diante de um problema que possui, como articulamos, mais de uma solução”, finalizaram. ]]>

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