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Vereadores aprovam realização de leilão de bens da prefeitura

A realização de um leilão de terrenos, veículos e outros bens considerados inservíveis pela prefeitura foi um dos projetos discutidos pelos vereadores na sessão da Câmara desta semana. Após uma longa argumentação a proposta da prefeitura foi aprovada por 5 votos a 4, sendo desempatada pelo vereador Abel Hack (PSB), presidente do Legislativo. Ele justificou seu voto favorável à operação destacando que estava votando de acordo com o parecer do Departamento Jurídico da Câmara, que não apontou nenhuma irregularidade na operação. Favoráveis Além da Hack, também se posicionaram a favor do leilão de todos os bens relacionados no projeto apresentado pela prefeitura, os vereadores: Billy Righetto (PSD), Luciano Alves (PSB), Ildefonso Pilatti (PSB) e Ivo Antunes (PSD). Contrários Foram contrários à realização do leilão, com algumas ressalvas: Liliana Schroeder Jurich (MDB), Silvio Kuss (MDB), Anderson Velosozo (PDT) e Pablo Ribeiro (MDB). POLÊMICO O ponto que mais causou discussão entre os vereadores foi o leilão do terreno que fica na esquina das ruas Pedro Simões de Oliveira e Carlos Weber, no centro da cidade. O local, há anos, é utilizado como estacionamento gratuito por pessoas da comunidade e por pessoas de outros municípios que passam por aqui. Confira o que os vereadores como consideraram sobre esta questão Anderson Velozo “Sugiro que seja realizada uma discussão com a comunidade sobre o projeto. Sem contar que também pode acontecer de a pessoa que comprar a área não usar para estacionamento e a população chegar lá e ver um tapume, daí vão cobrar de nós, vereadores”. Ildefonso Pilatti ” Se o INSS conseguir a negativa do imóvel, vai para leilão. É uma área central da cidade e jamais a iniciativa privada vai querer fazer um investimento fora do centro. Fala-se tanto em atrair novos investimentos. Mas qual o espaço que abrimos para o investimento privado? Existe um monopólio de interesses econômicos, infelizmente. É demagogia ficar falando em votar contra este projeto”. Para o parlamentar, o impedimento do leilão do terreno seria um atraso para a comunidade. “Não podemos evitar que o terreno seja vendido para preservar esta área como estacionamento gratuito. Tem um terreno aqui disponível do lado da Câmara para estacionar”. Ele lembrou também que, conforme a proposta da prefeitura, parte do valor arrecadado com todos os bens vendidos através do leilão, deverão ser aplicadas em saúde, educação e outras áreas. “Temos que apostar na iniciativa privada. Infelizmenteo poder público está falido”. Liliana Schroeder Jurich A vereadora Liliana comentou que havia sugerido que no terreno fosse construído um Centro de Convivência para a Terceira Idade, tendo em vista pedidos que recebeu e também para o fato de que, segundo ela, já há um projeto neste sentido. “Mas é em áreas de enchente”, lamentou. Sobre a autorização para o leilão do terreno em discussão ela justificou seu voto contrário. “Sou favorável ao leilão porque tem terrenos aí que só servem para a gente pedir para fazer limpeza. Mas entendo que chega um determinado momento que a polêmica fica nojenta e se parte para o quem mais pode. Minha sugestão foi para que se esperasse o prefeito retornar de Brasília (DF)0 para fazermos uma reunião com o CDL, Acirne,  e demais interessados. Vou votar contra porque não houve esta discussão e também porque o projeto está sem plano de ação”. Luciano Alves “Este terreno é de um valor muito alto para termos um estacionamento. Tem muitos investimentos que podem ser feitos com o dinheiro da venda do leilão deste imóvel”. Ele ainda completou lembrando que existem projetos para que a Acirne seja transferida para uma nova sede, cedendo espaço para um estacionamento no local. “Além destas, existem outras áreas onde  se pode fazer áreas de estacionamento”. Billy Righetto “A documentação do terreno da frente do posto não está certa por falta de documentação, mas sou a favor do projeto porque o leilão não será só deste terreno. Tem outros veículos e imóveis também”. Pablo Ribeiro Para o vereador Pablo Ribeiro, o terreno, poderia ser cedido à Fundação Hospitalar de Rio Negrinho. “Sou contra o leilão deste terreno. Acho que seria viável fazer a cessão desta área para o hospital. Hoje a prefeitura envia quase um milhão para a manutenção do Pronto Socorro do hospital. Se houvesse a cessão, os administradores da Fundação Hospitalar poderiam explorar este estacionamento, gerando economia aos cofres públicos”. Abel Hack “O projeto para leilão de todos estes bens, conforme o parecer jurídico da Câmara, está completamente dentro da lei. A análise técnica apontou que do ponto de vista de constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa, está tudo dentro dos parâmetros. Não tenho como ir contra”.    ]]>

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