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OPERAÇÃO ICEBERG – Diárias em Rio Negrinho: Polícia Civil quer que ex-vereadores e servidores devolvam mais de meio milhão para o erário público

O delegado regional de São Bento do Sul Odair Sobreira e o delegado Gustavo Muniz, da DIC (divisão de investigação criminal) divulgaram resultado de investigação sobre o uso de diárias retiradas por vereadores, ex-vereadores, servidores e ex-servidores das Câmaras de Rio Negrinho e São Bento do Sul.

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Os trâmites de todo o processo foram detalhados na manhã de hoje em uma coletiva de imprensa realizada na sede da Delegacia de Polícia Civil em São Bento do Sul.
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Sobreira explicou que as investigações apontaram que os envolvidos retiravam diárias para realizar cursos em Florianópolis, Curitiba, Joinville e outras capitais. “Porém estes cursos não aconteciam”, destacou.
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Segundo os delegados, depoimentos de mais de 70 pessoas confirmaram que as capacitações eram de fachada. “O que vereadores e servidores faziam durante um, dois ou três dias destes falsos cursos, era passear, aproveitar a estrutura dos hotéis em que se hospedavam e outras atividades que nada tinham a ver com o objetivo das viagens, pagas com dinheiro público”, comentou o delegado Gustavo. Os policiais descreveram vários detalhes dos depoimentos, através dos quais foi constatado que os indiciados apenas assinavam a lista de presença das capacitações mas não assistiam nenhuma aula. “Houve casos em que os participantes é que ministravam os cursos ou ainda os responsáveis por estas ‘escolas’, que nada entendiam do conteúdo”.
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De acordo com as investigações, as empresas envolvidas con o esquema em Rio Negrinho são a PHD Consultoria e Assessoria na Administração Pública; Instituto Ideia Ltda. e V&V Vereadores e Vereadoras do Brasil Ltda. Mais de um milhão usados indevidamente Os delegados frisaram que cerca de R$ 1,100 milhões de reais foram utilizados indevidamente, incluindo os valores pagos para as empresas de fachada, vereadores e servidores. “Diante das evidências estamos pedindo o sequestro dos valores recebidos pelos indiciados, cabendo lembrar que os valores deverão ser corrigidos rigorosamente e devidamente devolvidos ao erário público”.
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Para os delegados, que participaram das investigações que começaram em 2015, pela DEIC, houve surpresa nos resultados do trabalho. “Para a nossa surpresa a questão da Câmara de Rio Negrinho foi mais grave do que em São Bento do Sul”, comentou Sobreira. Ele informou ainda que investigação de Rio Negrinho será concluída ainda neste ano pelo delegado Gustavo Muniz. De todo o processo, uma surpresa positiva. “O ex-vereador Eloy Schoeffel, relatou que foi fazer um destes ‘cursos’ e percebeu o que estava acontecendo. Ele devolveu o valor da diária e denunciou o ato ilícito dos colegas”. Ele também frisou que os dois inquéritos já foram enviados ao Ministério Público e que neste momento os indiciados responderão em liberdade. “São crimes graves com penas altas. Há a possibilidade de prisão, embora hoje não haja motivos para isso pois a maioria é réu primário”.
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Confira a lista dos envolvidos no caso em Rio Negrinho e os valores que terão de devolver valores corrigidos P.S.: Ex- vereadores e servidores que fizeram apenas um curso não foram considerados como envolvidos. “Entende-se que foram fazer as capacitações sem ter ideia do que se tratava e decidiram não aderir ao esquema”, frisou o delegado Gustavo.      ]]>

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