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"O pessoal jogava comida para a gente pela janela"

Ele é uma das vozes que fez e faz história em Rio Negrinho. Há 26 anos, Valdecir das Neves é presença diária na casa de milhares de famílias de Rio Negrinho e região. Na Rádio Rio Negrinho já fez e faz de tudo um pouco: esporte, musical,  notícias, as entrevistas das 12h30… Na abertura da exposição em homenagem aos 70 anos da Rádio Rio Negrinho Ele conversou com a reportagem do Nossas Notícias neste sábado (25), no Espaço Cultural, durante a abertura  da exposição em homenagem aos 70 anos da emissora (a exposição fica aberta ao público até 28 de setembro) e contou que não por acaso se tornou radialista a partir daquele dezembro de 1992. “Eu sempre gostei de rádio. Escutava rádios de São Paulo, do Rio de Janeiro e a própria Rádio Rio Negrinho”. “Das Neves”, como também é conhecido, tinha 27 anos quando, a convite do Coroné Cézar (locutor,in memorian), começou a trabalhar na Rio Negrinho. “Entrei  substituindo o Júlio Ronconi, atual prefeito da cidade. E participei da maioria das histórias que estão relatadas nesta exposição”, contou. Ele destacou que os momentos mais importantes que viveu em sua carreira aconteceram nas enchentes de 2014, 1993 e 1982. “Em 2014, eu e o sonoplasta ficamos dois dias na rádio. Dormimos lá  para continuar a programação. Entramos sem molhar os pés e saímos de canoa. Para se ter ideia, o pessoal jogava comida para nós pela janela”. O radialista explicou também que o trabalho naquele momento já estava mais facilitado, de certa forma. “Pegávamos as notícias pela internet e pelo telefone”. Já nas enchentes de 82 e 93, a transmissão da rádio também não foi interrompida. “Continuamos transmitindo durante o dia e a noite, mas direto do morro da antena, onde fica a antena da rádio”. Naturalmente, ele se orgulha da carreira e do carinho e credibilidade que conquistou. Resultados nada fáceis para “quem pegou” a época em que internet e programação radiofônica automatizadas eram quase como que possibilidades reais somente em filmes de ficção científica. “Quando entrei, o trabalho era  muito sofrido. A gente colocava a música de um disco e já tinha que estar preparado com o outro disco. Pegava o cartucho para colocar o comercial na hora…A gente saía tão cansado como se tivesse feito um trabalho braçal”. Já hoje em dia a realidade e outra. “Agora a gente já programa o computador e ele faz tudo sozinho”, comemorou. E Das Neves comemorou também as oportunidades de não só trabalhar e crescer na Rádio Rio Negrinho como a de conviver, aprender e ensinar com grandes locutores que fizeram história na emissora e na comunidade. “Locutores de renome passaram pela Rio Negrinho: Coroné Cézar; Erico Nagorski; Vanderlei Cordeiro, que está na Massa FM hoje em Curitiba (PR)… Sérgio Ferreira, este foi um dos grandes locutores esportivos. Junto com o Ivo Stoeberl (na foto abaixo), também grande locutor, fez a primeira dupla de transmissão esportiva da Rádio Rio Negrinho. Depois é que entramos eu e o Erico Nagorski. Sérgio Gertler, Sírio Pscheidt, Júlio Ronconi, Paulo Ronconi, Osvaldo Padilha, passaram muitas pessoas importantes por aqui”.  ]]>

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