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"O fogo destruiu tudo o que eu tinha. Até o contato de compra e venda do terreno"

Quatro anos e muito esforço queimados pelo fogo. Este é o triste resumo vivido pela rionegrinhense Adriana Cristina Souza dos Santos na madrugada de sexta-feira (20) para sábado (21). Há cinco meses ela morava na casa que construiu em Agudos do Sul (PR) e na madruga do sinistro se assustou quando recebeu dezenas de mensagens dos vizinhos, avisando que um incêndio na residencia havia a simplesmente deixado sem nada. “Não tinha ninguém em casa na hora. Eu  estava a duas horas de casa … meu ex marido foi o primeiro a chegar lá. Foi ele que chamou os bombeiros e na hora que me ligou eu só chorava”, contou em entrevista ao Nossas Notícias. Adriana é mãe de Enzo, de 5 anos e de Mateus, de 13 anos, que está passando as férias na casa da tia no Industrial Norte, em Rio Negrinho. Graças a Deus, as crianças não estavam em casa na hora do incêndio. “Eu ia deixar eles e a afilhada da minha mãe na minha casa, com a babá. Mas tive um mau pressentimento, então pedi para minha mãe ficar com eles ja que eu estava indo trabalhar em Garuva (SC)”. Ela disse que não sabe explicar o que causou o incêndio na casa. “Fazia dias que eu e as crianças não íamos para casa. Não tinha nada ligado e o eletrecista veio falar comigo. Garantiu que não ficou nada errado”. A casa de Adriana ficava no interior de Agudos do Sul, numa área que ela disse ser rural. A rionegrinhense relatou que se mudou para o município paranaense devido a facilidades de negociação. “Para se ter uma ideia, o terreno, comprei por R$ 20 mil e paguei em mais de 20 prestações”. Além da construção, cujo material ela disse que foi pagando na loja “como podia”, Adriana comprou R$ 20 mil em móveis. A compra foi feita no nome de sua ex-sogra. “Paguei só quatro parcelas. E não sobrou nada, nenhum móvel, eletrodoméstico, tapete…”. Adriana também ficou sem seus documentos. “Até o contrato de compra e venda do terreno foi queimado”. Segundo ela,  em Agudos não tem estrutura policial ou de bombeiros. ” Tem dois policiais que fazem ronda e os bombeiros, que atenderam a ocorrência e mas alegaram causa desconhecida para o inceincê. E como era fim de semana pediram para eu passar na segunda-feira (hoje) para ver o que eles podem fazer. E também me orientaran a procurar polícia da Fazenda Rio Grande ou Curitiba”. Apesar de não haver uma pericia ou um laudo, segundo relatou, Adriana disse que os bombeiros que atenderam a ocorrência declararam acreditar que o fogo possa ter começado pela sala. “Foi o lugar que mais queimou”. A casa da jovem ficava numa nova na área rural de Agudos e ela afirmou que foi  a primeira moradora da rua. “Demorei  4 anos para construir lá. Fazia 5 meses que tinha terminado a casa e me mudado para lá”. Seguro residencial Adriana não havia feito ainda, por isso, não tem direito a receber nenhum valor de ressarcimento em função do sinistro. “Eu estava me programando para fazer um seguro, um muro e para colocar câmeras de segurança”, lamentou. De todo o investimento feito por ela, restou, conforme contou, somente o botijão de gás. “Por incrível que pareça”. Agora Adriana e os filhos estão na casa da mãe dela, que mora no bairro Vila Nova, em Rio Negrinho. Ela declarou que é uma pessoa bastante orgulhosa, mas admitiu que precisa de apoio da comunidade para retomar a vida. “Saí de casa com seis peças de roupa e dois pares de sapatos. Meu filho estava com a roupa do corpo na casa da minha mãe. Para Agudos não vou voltar mais. O que preciso é do apoio da comunidade para recomeçar minha vida em Rio Negrinho”. Ela e as crianças já ganharam roupas, colchão e fogão.”Preciso de uma casa para alugar e de móveis”. Contatos para doações podem ser feitos pelo (41) 9.88853001.      ]]>

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