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"Eu era novo. Abandonei minha filha…Me arrependi e preciso muito falar com ela"

Seu Alfredo Sutil de Oliveira é natural de Lages (SC). Está hoje em Rio Negrinho até às 15h. Depois vai à Joinville (SC), mas voltará.

Esta poderia ser a história de um turista, de alguém que está visitando sua família, como fazem todos os dias milhares de pessoas. Mas a história de seu Alfredo é outra. Ele procura a filha, Patrícia Pinto Oliveira da Silva, que não vê há 26 anos. “A vi pela última vez quando ela tinha 4 anos. Isso devido a desacertos de família. Acabei abandonando minha única filha…”.

Ele relatou o que o trouxe à Rio Negrinho. “Estou procurando a Patrícia há seis meses. Há cinco dias fiz uma consulta na Delegacia de São Bento e tive a informação de que ela havia tirado a carteira de identidade na Delegacia de Polícia em São Bento do Sul. Então  imagino que ela esteja nesta região”. Em 26 anos, muita coisa mudou na forma de pensar de seu Alfredo. “A gente quando é novo pensa uma coisa, mas quando fica velho a gente muda, amadurece, vê que podia ter feito diferente. Só eu sei o que ando passando, a gente chega num ponto em que vê que está só, vê a importância da família…”, disse, chorando. Em todos estes anos, seu Alfredo não se casou e, inclusive,não se separou oficialmente da mãe de Patrícia. “Fiz isso para demonstrar para minha filha que nunca a esqueci. Para preservar um laço pelo menos”. Seu Alfredo contou que já procurou a filha em várias regiões de Santa Catarina. Ele declarou também que mora sozinho e ressaltou o pedido de ajuda a comunidade rionegrinhense. “Eu clamo, se alguém souber dela que me ajude, por favor”. Questionado sobre o que precisa falar para a filha quando ele encontrá-la, ele respondeu: “quero falar que a amo, apesar do desprezo. Eu sei que o abandono foi por minha parte, eu devia ter pensado antes.. Quero dizer que eu estou pedindo perdão. Preciso muito pedir perdão. Se não quiser, ela não precisa falar que me perdoa. Só quero que ela me ouça”. Ele disse que ao contrário do que a filha e muitas pessoas podem pensar, há muito tempo se sente atormentado pelo abandono que fez. “Só eu sei o que passei, embora para ela e a mãe possa ter sido mais sofrido ainda. A pior coisa para mim é quando chega o Dia dos Pais e o dia 7 de janeiro, que é o aniversário dela. Nesses dias eu choro o dia todo, sozinho… “. Os sobrinhos e irmãos tem sido as pessoas a quem seu Alfredo tem recorrido. “Hoje agrado um sobrinho, uma sobrinha…mas nunca é como agradar um filho. Vejo hoje meus irmãos com seus filhos e netos e penso que comecei uma família e eu mesmo terminei com essa família. Sei que tenho uma filha mas nem sei onde ela está…”. Seu Alfredo também comentou que não sente vergonha nem culpa por estar procurando a filha. “Tem muitos homens machistas por aí, que morrem achando que estão certos mas acredito que não deve ser assim. A gente pode voltar atrás. Não quero morrer sem ter reparado um erro. A gente vê tantas coisas de malfeito para mulheres e crianças nas notícias da TV …Muitas vezes me perguntei se minha filha foi vítima de alguma maldade e não ter tido eu  junto para ajudar. Isso é algo que martela meu pensamento. A gente vai ficando maduro e muda o caminhar”. Seu Alfredo finalizou reforçando que aprendeu muito em 26 anos. O suficiente para se arrepender e deixar uma mensagem para pais e mães que abandonaram ou mesmo estejam pensando em abandonar seus filhos. “A gente é mortal. Amanhã ou depois vamos morrer. Digo para todos: não abandonem seus filhos, independente de qual seja a situação. Digo isso porque a tristeza é muito grande quando você chega na velhice. A gente sente a falta daquele amor, daquele carinho e não tem… é um desespero bem grande. Passe o que passar, mas deixe seus filhos em primeiro lugar”. Contatos Quem conhecer ou tiver alguma pista de  Patrícia Pinto Oliveira da Silva pode entrar em contato com seu Alfredo pelos números (49) 999119203 ou (49) 991078155. “Podem me ligar a cobrar que atendo”, reforçou.  ]]>

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