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Pedro Henrique Berkenbrock é eleito patrono da Academia de Letras

O professor Pedro Henrique Berkenbrock (in memorian) foi eleito patrono da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina Seccional Rio Negrinho. A escolha aconteceu hoje pela manhã na Câmara de Vereadores,onde os integrantes da ALBSCSRN se reuniram para em votação eleger um nome dentre os que foram indicados pelos próprios imortais. Para Cleverson Vellasques, presidente da Academia em Rio Negrinho,a escolha foi bastante coerente. “Foi uma escolha à altura do que a Academia realmente merece. Sem contar que Berkenbrock deixou um legado para a educação no nosso município, o que muito relaciona-se com as letras. Ele foi um educador, uma pessoa boa, com conduta ilibada que também contribuiu com a história de Rio Negrinho”. PRÓXIMAS ATIVIDADES Concurso de Declamação de Poesias No dia 7 de julho a imortal Lia Schoeffel representará a ALBSCSRN, como jurada no concurso de declamação de poesias que ocorrerá na Escola Frederico Lampe, no bairro São Pedro. Estande na Feira de Conhecimento na Escola  Jorge Zipperer Nos dias 09, 10 e 11 de julho a Academia vai ter um estande na Feira do Conhecimento que acontecerá na Escola Jorge Zipperer. “Vamos fazer  exposição de livros de membros da academia e bate papo com os integrantes”, comentou Vellasques. III Café Literário No dia 20 de julho os integrantes da Academia promoverão a terceira edição do Café Literário no Cedro Rosa Café Boutique em parceria  com o café e com a Fundação Municipal de Cultura. “Na ocasião Bernadete Peyerl e Glicia Neidert vão apresentar seus escritos e suas obras de arte além de conversarem com o público. Também vão haver várias apresentações musicais”, adiantou Vellasques.

Quem foi Pedro Henrique Berkenbrock

Pedro Henrique Berkenbrock nasceu em 1º de outubro de 1938, na localidade de São Luiz, em Imaruí (SC). Filho de um humilde agricultor e caçula de uma família de nove irmãos. Seminário Pedro Henrique ingressou no seminário aos 12 anos de idade, contrariando a vontade de seu pai. Mas embora houvesse resistência e muita tristeza pela sua partida, o garoto seguiu seu caminho, pois desejava muito estudar. Começou a cursar o Seminário São José de Rio Negrinho, frequentando mais tarde o Seminário Sagrado Coração de Jesus de Corupá, onde concluiu o curso ginasial. Em 1958 deixou o seminário para o sacerdócio, ingressando ao mesmo tempo no noviciado de Jaraguá do Sul, onde ficou por um ano. Esta etapa de estudos o marcou profundamente, pois a religiosidade sempre foi uma constante em sua vida. Retorno à Rio Negrinho Em 1961, regressou a Rio Negrinho, após ter sentido que sua vocação não era o sacerdócio e sim a educação. Permaneceu na cidade como professor do Ginásio São José e da Escola Técnica de Comércio, até que resolveu, em 1964 continuar seus estudos e decidido, viajou para Curitiba, onde passou a lecionar no tradicional Colégio Bom Jesus e continuando, ao mesmo tempo, seu curso superior. No entanto, Pedro Henrique havia deixado saudade e admiração dos rio-negrinhenses. Naquele mesmo ano, foi procurado pelo PE. Luiz Gonzaga Steiner, pelo Sr. Péricles Porto Virmond e pelo Sr. Álvaro Spitzner para que retornasse a cidade de Rio Negrinho. Retorno e casamento em Rio Negrinho Pedro Henrique atendeu ao apelo e retornou, assumindo a direção do então Ginásio São José, hoje transformado em colégio, do qual foi diretor e administrador até seus últimos dias. Em 1964, quando retornou a Rio Negrinho, iniciou namoro, tendo contraído matrimônio com Marília de Vasconcellos Kruger em 15 de dezembro de 1965, sendo que desta união resultou o nascimento de Patrícia Berkenbrock, Luis Henrique Berkenbrock e Pedro Paulo Berkenbrock, hoje também de saudosa memória. Magistério e política Suas atividades não se resumiram ao magistério. Professor Pedrinho chegou a tentar um mandato político ao candidatar-se a prefeito pela extinta ARENA, não conseguindo se eleger. Foi também o primeiro líder das grandes gincanas de Rio Negrinho, defensor e praticante de um grande número de modalidades esportivas. Um dos fundadores da Escola de Pais Além disso, foi defensor intransigente das causas comunitárias, tendo participado ativamente da vida cultural de sua cidade. Foi um dos fundadores da Escola de Pais do Brasil, em Rio Negrinho. Um dos grandes nomes do Colégio São José Seu grande mérito foi fazer do Colégio São José, estabelecimento exemplar, atraindo a atenção das personalidades ligadas à educação em Santa Catarina e também de ter conseguido verbas para construir o primeiro Ginásio de Esportes coberto de nossa cidade, que recebeu o nome de Ginásio de Esportes Osny Vasconcellos. Seu espírito empreendedor foi responsável por grandes conquistas na área do ensino rio-negrinhense. O professor Pedrinho, como era chamado, sempre soube contornar as situações difíceis e elevar o padrão do Colégio São José, fazendo o estabelecimento ganhar relevo no contexto educacional catarinense. Conseguiu ainda, atender a uma das maiores aspirações dos estudantes rio-negrinhenses, fazendo retornar o Curso Técnico de Contabilidade, atraindo alunos das cidades vizinhas. Em conversas com amigos, Professor Pedrinho revelou que seu patrono e mentor espiritual era São Pedro, o apóstolo. E explicou: “ele era mais ou menos como eu. Era humano, tinha problemas, traiu Jesus, mas depois soube se arrepender e por isso foi nomeado Papa. Não foi o santo que nunca Errou. Sou humano, procuro fazer aquilo que posso fazer, mas sei que não sou perfeito”. Ataque cardíaco fulminante Professor Pedrinho faleceu dia 7 de março de 1981, aos 42 anos de idade, depois de uma partida de futebol com amigos, quando foi vitimado por um ataque cardíaco fulminante. Grande homem, grande pai, grande amigo, grande educador. Professor Pedrinho é uma pessoa que, por todo o carinho que teve com todos que o conheceram, será sempre lembrado e impossível de ser esquecido.  ]]>

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