
SANTA CATARINA. A pequena Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de 1 ano e 9 meses, foi encontrada sem vida, pendurada em uma árvore, em uma área de mata densa entre Abelardo Luz e Faxinal dos Guedes. A criança foi assassinada pelo próprio pai, que confessou o crime de forma fria e sem demonstrar arrependimento, segundo a Polícia Civil.
A tragédia teve início durante um almoço de família no assentamento Santa Rosa 1, na zona rural de Abelardo Luz, no domingo (25). Segundo relatos, o homem discutiu com a companheira após ela manifestar o desejo de se separar. Em seguida, ele pegou a filha nos braços, uma sacola com roupas e uma corda, e saiu a pé em direção a uma área de mata às margens do Rio Chapecó.
Às 17h daquele dia, ele enviou uma mensagem à família dizendo que havia matado a filha, junto com uma foto da menina já sem vida, o que mobilizou imediatamente a Polícia Militar. Iniciaram-se então as buscas e uma tentativa de negociação por telefone que durou cerca de duas horas. O suspeito se rendeu por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira (26).
Pela manhã, ele confessou o crime à Polícia Civil e levou os investigadores até o local onde havia deixado o corpo da criança, em uma área de mata fechada. A menina estava pendurada em uma árvore, já sem sinais vitais. O local é de difícil acesso, com vegetação fechada e pouca iluminação, o que dificultaria a localização do corpo caso ele não tivesse indicado o ponto exato.
De acordo com o delegado Rodrigo Dantas, o pai teria alimentado a menina antes de matá-la por enforcamento, e posteriormente tentou tirar a própria vida por três vezes, mas não obteve êxito. “A intenção dele era desaparecer, não ser encontrado”, afirmou o delegado. Ele também será investigado por ocultação de cadáver.
O suspeito, natural de SC, possui extensa ficha criminal, incluindo ameaça, lesão corporal, posse ilegal de arma de fogo e descumprimento de medida protetiva. A Polícia Civil confirmou que o casal já tinha um histórico de brigas e violência doméstica.
Ele será indiciado por feminicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A Polícia deve pedir a conversão da prisão em preventiva e não descarta que o suspeito passe por avaliação psiquiátrica.
O corpo da menina foi recolhido pelo IML e será sepultado nesta terça-feira (27). O caso causou profunda comoção na comunidade, e a Polícia segue com a investigação.




